Além de acumular minerais como ferro, manganês, titânio, cobre, zinco, cálcio, fósforo e potássio, a argila possui em sua composição o silício - segundo elemento mais abundante na natureza, cuja carência no organismo produz uma desestruturação do tecido conjuntivo, trazendo sinais de envelhecimento.
Apesar de terem propriedades diferentes de acordo com a composição, os diferentes tipos de argila costumam ser absorventes, antioxidantes, calmantes, analgésicos, cicatrizantes e descongestionantes. Somando-se a isso o fato de agir rapidamente e ser de baixo custo, a argila torna-se ideal para vários tipos de tratamento de pele que exijam rápida cicatrização e eliminação de toxinas, por exemplo.
PROPRIEDADES DIFERENTES
No Brasil, as argilas de uso estético mais comuns são a verde (para a pele desvitalizada) e a branca (para controlar a oleosidade excessiva). Tratamentos com argila são excelentes, pois não possuem químicos, e assim não tem contra-indicações, sendo indicados até mesmo para adolescentes e grávidas.
A argila verde promove esfoliação suave, é desintoxicante e adstringente. A branca promove oxigenação de áreas congestionadas e tem efeito revitalizador. Já a cinza é anti-inflamatória e cicatrizante. Na cor vermelha, a argila regula a microcirculação cutânea e é recomendada para peles sensíveis. A argila amarela tem efeito tensor e ativador da circulação, é adstringente e desintoxicante.
Existem ainda as argilas de cor marrom e preta, mais raras pelo alto teor de silício. Ambos ativam a circulação e são desintoxicantes, mas enquanto a argila marrom tem um efeito tendendo para a revitalização e funções adstringentes, a preta trabalha mais na renovação celular, sendo anti-inflamatória.
Na medicina natural, a argila é também utilizada nas formas de cataplasma e de compressas, mas cabe ressaltar que é importante, para qualquer tipo de uso, contar com o auxílio de um profissional que saiba indicar a forma de utilização correta.
No Vila Spa, o tratamento iluminador Immortelle utiliza as variedades verde e branca da argila e é recomendado para peles manchadas e escurecidas indevidamente. Há a versão com massagem, de 90 minutos (R$ 200), e a simples, de 50 minutos (R$ 150).
Já a argiloterapia aplicada pelo Espaço Nirvana (R$ 146) dura 50 minutos, é facial e corporal e inclui hidratação ao final do tratamento. Uma das profissionais do local, a fisioterapeuta Flávia Braun, confirma que não há restrições, e que todos podem se beneficiar das sessões. “A argila é como uma esponja, absorve os excessos e tem função de equilibrar o organismo. Então, se há ressecamento, ela é indicada, mas para oleosidade também. É ótima para exfoliação leve, dores musculares e até celulite!”, diz.
ARGILOTERAPIA NOS CABELOS
E nos cabelos, não pode? Pode! A argiloterapia também é indicada para cabelos, especialmente os que precisem de tonificação, estimulação do couro cabeludo e limpeza. O tratamento controla aoleosidade excessiva e a queda dos fios. Quando aplicada na raiz dos cabelos, a argila faz uma espécie de 'peeling capilar', removendo as células mortas e ativando a circulação do couro cabeludo. Além disso, absorve as impurezas e resíduos e tem ação regeneradora.
Por ser rica em sais minerais, a argila pode ser utilizada para os casos de caspa, seborréia e queda, devido a sua ação cicatrizante e por promover o equilíbrio das funções orgânicas. As argilas mais utilizadas nos tratamentos capilares são a verde e a preta, já que ambas possuem ação adstringente, tonificante e estimulante. A primeira é indicada para fios normais ou com oleosidade controlada, já a segunda age na raiz com oleosidade excessiva e pode até tratar alguns casos de alopecia e de queda.
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